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My Dying Bride - For My Fallen Angel

Chover no molhado… não sei quantas vezes já eu falei desta música, nem sei quantas vezes até já escrevi desta música. Mas sei que esta é das melhores músicas jamais escritas por um ser humano. De tanto CD que gravo com músicas soltas, é certo e sabido, esta está na maioria dos CDs. No mp3 nunca de lá sai. Já ouvi esta música milhares e milhares de vezes, e de cada vez que a ouço, a minha espinha arrepiasse, os meus olhos cerram-se, o meu espírito enche-se, transborda de um sentimento estranho.
Não é apenas a sua beleza, nem é apenas a sua intensidade. Não, não é apenas isso. É algo mais, algo mais que esta música possui, que nos entra na alma, nos dilacera, mexe e remexe no mais íntimo dos nossos sentidos. Duma forma tão simples, tão pura, tão etérea, esta música toca num qualquer sentido obscuro, e deixa-nos a nu, despidos de todo o exterior, esmagados na mais pura essência que dela emana.
Um teclado, um violino, uma voz, e uma letra… Assim se faz uma das mais belas experiências que o ser humano pode sentir. Sentimento na sua mais pura forma. Beleza no seu expoente máximo…


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Jeff Buckley - Hallelujah

Antes de Leonard Cohen ter tido a sua voz “destruída” pelos inúmeros cigarros fumados, tinha uma voz suave e cândida. Mas quando compôs esta canção, já a sua voz tinha a densidade dos anos.
Anos depois, inúmeras interpretações depois, um jovem de voz cândida, suave e angelical interpretou essa canção e conseguiu diferenciar-se de todas as outras interpretações.
Reduzindo a canção quase ao mais básico, fez-se acompanhar de uma guitarra eléctrica deambulando por paisagens etéreas e colocou todo o ênfase na voz. Naquela voz pura, angelical, sussurrante, que agride de tão frágil e poderosa que é.
O que ficou foi uma interpretação memorável, porque a voz frágil e poderosa de Jeff Buckley é o veículo perfeito para as emoções encerradas nesta composição. Um misto de fragilidade e poder. Um fascínio hipnotizante por algo que queremos ser mais forte que nós, uma entrega incondicional, o sentir-se humilde e frágil e ao mesmo tempo protegido e forte. O render-se a uma esperança de salvação, com a consciência que podemos ser destruídos. Não, “Love is not a victory march”. Todos sabemos isso, todos sabemos que “It's a cold and it's a broken Hallelujah”, mas poucas vezes quanto nesta canção esta certeza é tão violentamente cravada na nossa alma.


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Celtic Frost - A Dying God Coming Into Human Flesh

Existem poucas bandas com o culto dos Celtic Frost. Também existem poucas bandas com a sua influencia, importância e qualidade. Oriundos do mais improvável dos países europeus (Suíça), nos anos '80, a sua forma de estar na Música revolucionou por completo o underground europeu, e formaram juntamente com os Bathory e os Venom as bases daquilo que mais tarde se veio a denominar black-metal, muito embora, o seu líder Tom G. Warrior já tenha confessado que detesta black-metal, a sua busca nunca foi uma qualquer ideia de extremismo sonoro, visual ou lírico, mas sim expandir a Arte musical além dos limites em que estava estrangulada, e para si o termo extremo tinha mais a ver com "alem do normal" que propriamente "fora do normal". Pormenores...

A dada altura os Celtic Frost separaram-se, e em 2006, aquando do seu regresso (antes de se separarem novamente o ano passado), o album "Monotheist" foi recebido com a curiosidade devida a quase duas décadas de ausência, duas décadas em que o seu culto cresceu na proporção em que as suas sementes lançadas também cresceram, ou seja, depois do nascimento, maturação e dispersão do black-metal. Na altura talvez ideal, no momento em que o black-metal já estava a se reencontrar com a filosofia original dos seus criadores, mais centrado na expansão de ideias que propriamente em se centrar na mesma ideia de extremismo que já estava a ficar saturada (ou não).

Faixa 3 do disco, A Dying God Coming Into Human Flesh. O seu início é fantasmagórico, calmo, assustador, uma voz que canta quase que murmurando numa cadencia que cresce, não duma forma audível, mas sente-se um crescendo, uma tensão, como uma ameaça prestes a explodir, mas uma ameaça inatingível, como que fora deste mundo, ou como diz a letra, um frio... Um frio que toma conta de tudo, um frio que se torna tudo... "And all is cold. And cold is all."...
E de repente... um acorde explode! E nessa altura já estamos embrenhados na música, no lick de guitarra que nos embala, no peso da guitarra que nos prende, no peso que nos esmaga, na voz que nos dilacera enquanto nos encanta... e quando a bateria começa a voar já perto do fim, e a voz nos repete "I am a dying God, coming into human flesh" não podemos deixar de pensar que esta talvez seja uma viagem assimétrica da jornada de Dante. Aqui não começamos no Inferno para chegar ao Paraíso, aqui começasse no Paraíso e caímos que nem anjos perdidos no fundo do Inferno. Pelo menos durante 5m39s...

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Kristin Hersh - Your Ghost

É comum encarar-se uma canção enquanto uma coisa "morta". Depois dela ser gravada, editada, geralmente é assim que ela fica para a posteridade. mas as canções são entidades vivas, que se vão mudando, alterando, construindo ao longo do tempo. Será que sempre bem? Há canções que ao fim de alguns anos a serem tocadas ao vivo são coisas completamente diferentes, mas por vezes nem demora muito tempo a mudarem, e pior, há canções que vivem tanto de um momento, um singelo momento irresistível de quando foram gravadas, que por vezes é complicado repetir a sua magia.
A música de que hoje quero falar não está em nenhum disco, a versão final é um dueto entre Kristin Hersh e Michael Stipe dos REM, a versão de que quero falar é a versão da demo, a versão gravada antes do disco.

É óbvio que o esqueleto é o mesmo, a música é a mesma. mas nesta versão, despida ao mais puro da sua essência musical, a música tem um encanto que na versão final não tem. A música está o mais simples possível, respira, consegue assim, despojada de artifícios (ou pelo menos, com o mínimo possível) atingir o âmago daquilo que pretende. Uma música de uma beleza simples, que consegue dizer tudo o que quer... E principalmente, consegue fazer-nos sentir a música!

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Current 93 - Sunset (The Death of Thumbelina)

já aqui falei de Current 93, mas não podia deixar de falar aqui também desta música, numa abordagem completamente diferente da anterior música que falei.

As premissas continuam as mesmas, simplicidade, voz e letras. mas em vez do ritmo quase industrial cheio de distorção, nesta música a ambiência é feita com uma guitarra acústica, dedilhada, repetindo ad eternum o mesmo riff, na melhor forma folk. O pormenor que aqui mais dá nas vistas, é um violino que se expressa, no final de cada frase, oferecendo ao todo uma aura elegante, misteriosa, quase mágica.
Uma música de uma beleza muito especial, ideal para ouvir nestes dias cinzentos, com o vento e a chuva a beijarem a janela.

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Current 93 - Black Ships Ate The Sky

A simplicidade é complicada. Mais até que fazer uma música cheia de acordes, com muitas notas, muitos ritmos complicados. Fazer uma música simples, directa, e principalmente, boa, é muito complicado.
David Tibet, um músico obscuro, prima por composições simples, baseadas principalmente na beleza intrínseca de certas harmonias, de certas melodias. E embora pessoalmente não conheça muita coisa do seu vasto reportório, o pouco que conheço é simplesmente divinal. E no meio desse pouco que conheço, há uma música que prima pela diferença. Simples, muito simples, um baixo e duas guitarras. sempre a mesma nota, sempre o mesmo acorde, sempre o mesmo ritmo, atacado sempre no tempo certo. Uma das guitarras deriva por paisagens sujas ao melhor estilo de rock alternativo e sujo, mas isso é irrelevante. A música é sempre aquele ritmo industrial, e a letra, a voz, numa pungente e pujante interpretação. Intenso, poderoso, hipnótico. Capaz de nos esmagar... Brilhante!!!

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Strapping Young Lad - Bring On The Young

Silêncio... Condição essencial para existir música. A música não passa duma dança entre o silêncio e o som, nas suas diferentes alturas e intensidades.
E é assim que começa esta música, silenciosamente, hesitantemente, uma guitarra tímida, arriscando umas notas, um baixo que entra aqui e ali e se deixa ficar, ecoando, prolongando o seu poder até ao limite do silêncio... E depois...
depois entra a voz, cantando, uma ténue melodia vocal, uma promessa, um murmúrio...
A dada altura entra a bateria, o som enche-se, há mais intensidade, a voz crispa-se, sem nunca perder a melodia, há aqui promessas de uma grande música... Uma guitarra distorcida, impõe um ritmo mais demolidor fugazmente... Sim.... A música promete... Há coros, há poder, há melodia, e há sempre a promessa de explosão, uma explosão hesitante....
E essa explosão acontece, mas nunca se deixa ficar, são momentos fugazes, entre-cortados por silêncios, uma viagem sufocante entre o silêncio e poder destrutivo do death metal...

A música versa sobre a guerra do Iraque, e que melhor banda sonora que esta? O medo, o silêncio, a tensão, com momentos fugazes de explosão, intensidade, violência...

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ìon - Beyond The Morning

Duncan Patterson é um dos melhores compositores de SEMPRE! A afirmação pode parecer exacerbada, mas conhecendo, mesmo superficialmente, a carreira deste irlandês, a afirmação só pode ser atestada sem margens para dúvidas.
Começando a sua carreira nos Anathema enquanto baixista, foi aí que Duncan começou a se aventurar na composição, e os seus primeiros passos foram mais do que promissores, e ao fim de poucos discos, já tinha em seu nome alguns clássicos, algumas músicas simplesmente arrebatadoras, e acabou por se aventurar com um amigo numa outra aventura, Antimatter. Aí, o seu culto solidificou-se, e quando abandonou a banda, e finalmente deu à luz estes Íon, o seu projecto mais pessoal de sempre, não houve nenhuma surpresa na beleza que o disco de estreia emanava...

"Beyond The Morning" é a última música do disco "Madre, Protégenos", e é o encerrar perfeito. Folk puro, beleza refrescante, uma guitarra deambulante, um piano subtil, e uma voz feminina arrepiante... uma melodia de uma beleza rara, a fragilidade das emoções rasgando cada recanto do nosso ser. O que estes quase 3 minutos nos dão é uma viagem pelas emoções mais puras da nossa alma (Íon é a palavra gaélica para pureza), como uma salvação, como a luz no fim do túnel, não enquanto promessa mas enquanto certeza. É o descanso do guerreiro, a aceitação final e definitiva do nosso ser. Uma música capaz de nos salvar, capaz de nos beijar a alma... uma música rara...

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(desisti de procurar no You Tube, a partir de hoje vou passar a usar o Mega Upload ou o Rapid Share para poderem sacar as músicas de que aqui falo, abram as vossas mentes, os vossos corações, as vossas almas... descobriram novos mundos de uma beleza arrepiante. promessa)

Jarboe & Phil Anselmo - Overthrown

Meter já os pontos nos is. Jarboe é a antiga vocalista dos Swans, Phil Anselmo antigo vocalista de Pantera, actualmente nos Down.

Esta música encontra-se no ultimo disco de Jarboe, Mahakali, mas com a excepção de algumas notas de fundo, algumas ambiências, que dão um toque sublime à música, a voz que preenche esta música é a de Phil Anselmo. O acompanhamento é deixado ao mínimo, uma guitarra acústica a encher o som, mas sem nunca exagerar, deixando respirar o silêncio, a voz de Jarboe, reproduzindo isoladamente o som majestoso dum coro, e um ocasional violoncelo a dar profundidade ao todo, aproveitando uma fugaz percussão residual de bombo... Toda a música assenta em diversas camadas da voz de Phil Anselmo. Quando se tem o melhor, a decisão mais inteligente é deixar tudo nas mãos do melhor. E Phil Anselmo, como sempre, atira-se à tarefa sem medos, sem complexos, explanando todo o seu poderio vocal, todos os seus registos tecnicamente irrepreensíveis, todo o talento e toda a classe por demais comprovada ao longo dos anos. Nesta música reduzida ao mais elementar, ao mais puro que poderá existir, mestres na arte musical demonstram da melhor forma que acima de toda e qualquer coisa que se pense ou analise, na música apenas uma coisa tem importância, a música em si, a canção em si, e não interessam nomes, não interessam egos, não interessam técnicas. A melhor técnica, a melhor arte é reduzir tudo ao mais elementar, limpar todas as coisas supérfulas e fazer arte com o que se tem, indo ao mais puro da emoção... excelente música, excelente lição. Aqui a música respira, e é tão bom ser bafejado por uma canção assim...

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Antony and the Johnsons - Dust And Water

Ninguem sabe ao certo como nasceu a música. Mas uma coisa é quase certa: terá nascido com a voz humana. A voz humana é dos instrumentos mais ricos que existem, bem treinada tem uma amplitude de oitavas que poucos instrumentos podem igualar, e o seu timbre varia de pessoa para pessoa, tornando-se um instrumento bastante mais pessoal, que consegue uma identificação muito mais imediata, daí muitas vezes, na música pop principalmente, a voz ser o único foco de interesse de quem ouve uma música, algo totalmente errado.

isto para falar duma música que acabei de ouvir. "Water and Dust". Primeiro ponto, nesta música a voz comete um erro fulcral tecnicamente, a dicção. Mas esse erro consegue ter um encanto encantatório (passe a redundância), e não conseguimos deixar de nos embrenhar na bela melodia, suave e etérea, e acompanhar o esvoaçar da voz por cima de um sampler de voz. Por momentos há resquícios de uma memória de África, como se de um espiritual negro se tratasse, criando uma paisagem vazia e imensa, que nos esmaga com a sua promessa silenciosa de uma qualquer divindade escondida algures...
A Música é a voz de Deus? É! E esta música prova-o, numa música acente única e exclusivamente na voz humana.

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(Infelizmente, como o álbum é recente, ainda não há nada no You Tube alem de duas singelas aparições ao vivo, ambas miseráveis, mas acreditem que no disco, a música é bastante melhor! talvez devesse disponibilizar a música para download... Não sei.... se pedirem muito faço-o :D)

Carpathian Forest - Journey Through The Cold Moors Of Svarttjern


Um dos adjectivos mais caros ao black metal é "gélido". E poucas canções conseguem ser tão gélidas quanto esta Journey Through The Cold Moors Of Svarttjern. Com uma produção, como se quer no estilo, caseira, quase amadora, o que os Carpathian Forest fazem nesta música, é uma viagem hipnotizante pelo gelo dos mais profundos abismos da natureza humana. Uma guitarra acústica numa cadência quase pop, ou folk, e um teclado que grita um riff repetitivo, quase encantatório, como se fosse um coro numa qualquer catedral gélida e escura, perdida numa montanha, perdida na eira de uma floresta negra. E como transpôs tal beleza? Com uma guitarra eléctrica, distorcida, fria e gelada, a acompanhar o teclado, e uma voz rasgada que aumenta ainda mais o encantamento, levando o todo a um qualquer estado sublime de encantamento.

Talvez não para todos os ouvidos, tais abismos não são confortáveis a todas as almas, mas ao deleitar-mo-nos com a bela melodia emanada nesta música pelos Carpathian Forest, uma certeza nos atinge. Há momentos em que a Música consegue ser sublime. Como este.

John Mayall - Jenny

De todas as formas musicais existentes, poucas conseguem ser tão influentes quanto o blues. Apesar de o blues puro ser algo a que nem toda a gente tem acesso, a verdade é que a sua disseminação pela música popular do séc. XX foi de tal forma brutal, que não é grande exagero dizer que toda a música do séc. XX tem a sua base nessa forma artística nascida nos campos de algodão do Sul dos Estados Unidos da América. Embora os seus pais fundadores tenham morrido na miséria e sejam nomes ainda hoje desconhecidos do grande público, a sua influência atingiu proporções planetárias, e não há um único nome dos grandes artistas que não preste vassalagem a esse género.

John Mayall não é o exemplo mais brilhante deste universo riquíssimo, mas como a música é feita de momentos, de canções por vezes isoladas, de inspirações repentinas, ou como alguns dizem, divinas, nunca é demais relembrar uma grande canção como é "Jenny".

Num ritmo compassado, dolente até, somos embalados por uma voz suave, de tonalidades quentes, enquanto duas guitarras dialogam, uma a marcar o ritmo, acompanhando a harmonia da voz, a outra colocando pequenos apontamentos subtis, quase imperceptíveis, enchendo o som, cobrindo-o de uma vibração veraneante. Apetece sentarmos-nos na cadeira mais confortável, acender um cigarro, apagar as luzes, fechar os olhos e imaginar um pôr do Sol, enquanto o mar sereno nos molha os pés... Uma música belíssima, a descobrir.

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Virgin Black - Museum of Iscariot I Stagnation II

Existem músicas que nos arrebatam logo na primeira audição. E há músicas ainda mais raras que nos continuam a arrebatar por mais que as ouçamos. Esta é uma delas... Quando a música arranca, com uma guitarra acústica a dedilhar as cordas de um modo suave e gentil, e a voz nos arrebata com a sua beleza transcendental, nós temos a certeza que o que nos espera é uma viagem bela. Mas há medida que a canção evolui, essa primeira ideia é completamente dilacerada, não, esta música não é bela, é algo superior a isso, é emoção à flor da pele, é aquele solo que nos leva ao céu, é a voz que nos embala antes de nos fazer pular o coração num crescendo que passa algures por um ritmo que nos faz dançar, abanar a cabeça, antes de suspender por momentos a nossa atenção num teclado que apenas abre o caminho para um outro solo que nos pega na mente e nos faz pairar por paisagens cheias de luz... Antes do seu final... Antes da certeza que esta música terá grande rotação na nossa vida, e muito antes da certeza, que muitos anos depois dessa primeira audição, ela ainda nos faz sentir exactamente o mesmo...

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Iota - Opiate Blues

Acabei de descobrir uma banda fantástica!! Iota.
O seu som há primeira vista não nos oferece nada de tremendamente original, um stoner metal que bebe bastante da mistura de guitarras distorcidas com o feeling quente, poeirento e desértico da melhor tradição blues americana. Mas ao chegarmos á ultima música do seu disco (Tales), essa mistura é levada ainda mais além, criando um monstro do stoner metal. Opiate Blues. Imaginem uns Down arrastados, hipnóticos, com um baixo poderoso na melhor tradição do blues, e uma guitarra a solar com o ar pesado duma planície queimada pelo Sol como mentor... Agora misturem-lhe uma harmónica a solar como mandam as regras do melhor blues... Isto tudo sem querer ser saudosista, sem querer emular a tradição americana mais pura. Antes sim, pegar num legado riquíssimo, transpor para a actualidade e ir ao cerne das emoções encerradas nessas tradições. Uma viagem espiritual guiada pela Música. Brilhante!

Comprem o disco e não se arrependerão.

Guns N' Roses - This I Love

A boa música é eterna? É comum dizer-se que sim, a boa música é eterna, mas essa frase apenas é usada quando se fala de músicas que a determinado momento foram populares e conseguem o condão de se manterem populares e frescas através dos anos. Mas... E quando a música é recente, mas o seu tempo já passou? É altura de se tirarem as dúvidas se a boa música é realmente eterna.
Há toda uma nova geração de adolescentes e jovens a quem o nome Guns N' Roses nada diz. Se esses jovens seguirem a imprensa especializada devem estranhar bastante o furacão que há pouco mais de uma semana tem invadido o mundo. Sim... Finalmente, saiu o novo disco dos Guns N' Roses! O disco mais caro de sempre, 15 anos de gravações, entradas e saídas da banda a um ritmo tal que a determinada altura já ninguém ligava, os Guns tinham acabado, dissesse o que dissesse o sr. Axl Rose, ninguém acreditava que o disco saísse. Mas saiu, e surpresa! Não é uma merda pegada. Terá ainda o seu tempo? A questão pode ser respondida com a música "This I Love". Esta música tem tudo para recolocar os Guns N' Roses novamente no trono que em tempos foi deles, a maior banda do mundo, aquela que provavelmente mais créditos tem para pedir para si o título de melhor banda rock de todos os tempos.

Não, não é uma música rock clássica, é antes sim uma balada, um piano esvoaçante, uma melodia bela, melancolia com aquele travo a pop rock que tanta falta faz nos nossos dias. Uma voz que nos embala antes de nos pegar e nos mostrar paisagens celestiais, acompanhadas a violino, antes de nos rasgar a alma com aquilo que é a essência mais pura do rock: um solo de guitarra eléctrica que nos faz estremecer todas as células do corpo, num arrepio, num abraço, numa voz eléctrica que nos embala os sentidos...
A ouvir, reouvir e saborear de olhos fechados. Eles estão de volta, e bem falta faziam...

Sex Pistols

Biografia

Precursores de um estilo que havia de mudar a história da cultura rock e pop, os Sex Pistols, apesar do seu efémero tempo de existência, transformaram de forma radical a forma de estar na música.
Formados oficialmente em 1975 por Paul Cook (bateria) e Steve Jones (guitarra), os Pistols são hoje considerados os verdadeiros símbolos do punk. Cook e Jones, frequentadores habituais da loja de Malcolm McLaren, acabaram por reunir-se a Glen Matlock (baixo), que lá trabalhava. John Lydon, que mais tarde adoptou o nome Johnny Rotten, juntou-se à banda depois de um pedido expresso dos restantes elementos, que ficaram satisfeitos com o teste de voz a cantar por cima de "Eighteen" de Alice Cooper.
Após a realização dos primeiros espectáculos, os Pistols lançam "Anarchy In the UK", o primeiro single, com o selo da EMI, em Novembro de 1976. No início de 1977, e depois de várias polémicas, a EMI rescinde o contrato com a banda. Semanas depois, Sid Vicious substituiu Glen Matlock no baixo, ainda antes da edição de um novo single, "God Save the Queen". "Never Mind the Bollocks", o primeiro e único álbum de originais dos Pistols, chegou às lojas em Outubro de 1977.
Os conflitos dentro da banda eram, por esta altura, algo constante e recorrente.Sid Vicious mantinha hábitos cada vez mais profundos de consumo de drogas, ao mesmo tempo que as divergências entre o baixista e Rotten com Jones e Cook subiam de tom. No final de 1977 os Pistols partem em tournée para os Estados Unidos. Depois de alguns concertos, a 15 de Janeiro de 1978, John Lydon abandonou oficialmente o colectivo. Cerca de um ano depois, em Fevereiro de 1979, Sid Vicious morreu vítima de overdose, em Nova Iorque.
Em 1996, perto de duas décadas depois do seu fim oficial, os Sex Pistols voltaram a juntar-se, uma vez mais com Glen Matlock no baixo, para a "Filthy Lucre Tour", uma digressão cujos objectivos primeiros estavam explícitos na sua denominação. Sete anos depois, no Verão de 2003, os Pistols voltaram a realizar novos concertos, desta vez somente nos Estados Unidos.

Satyricon

Dark Medieval Times (review)

A banda Satyricon com apenas dois demos lançados (“Satyricon” em 1992 e “The Forest is My Throne em 1993) já tinham adquirido um estatuto bem sólido no underground de black metal Norueguês e arredores apesar de nem sequer ser uma banda que se auto-promove muito, o que lhes dá uma maior imagem visto que fazem o que acreditam e não o que os outros dizem. Satyr e a banda começam a trabalhar no projecto e entre ideias surge um trabalho centrado na arte e mística medievais, esse álbum é o primeiro “full length” da banda, Dark Medieval Times. Antes do lançamento não se sabia exactamente do que se esperar, mas de certo que seria um bom álbum.
E como esperado grande álbum que este é, sons bem melódicos e viajados misturam-se com violentos riffs, com vozes próprias do black metal e com a adição também de o uso bem conseguido da guitarra acústica (aptidões e característica importante que podemos ouvir na música somente instrumental e acústica “Min Hyllest Til Vinterland”). Uma grande característica deste álbum é o ambiente que se forma em volta de toda a melodia que Satyr nos proporciona, com suaves sons instrumentais este álbum é capaz de nos transportar ao mundo que descreve, a era medieval, porque para além dos sons e instrumentos que caracterizam a época podemos também sentir grande negrume, raiva e ira apesar dos “barulhos” melódicos, coisa que caracteriza também esta época de repressão.
O álbum começa com um grande instrumental da música “Walk The Path Of Sorrow”; semelhante a sons que podemos ouvir em templos demoníacos e sagrados, com vozes femininas que parecem famintas por sacrifício, e isto junto com esquizofrénicos sons de violino e percussão, de repente a música estoira numa melodia completamente abrasiva com grande raiva e melancolia como já descrevi anteriormente e de repente surge uma parte acústica transmitindo uma calma serena, e paz de espírito elevada; mas somente temporária pois passado algum tempo os riffs de guitarra e bateria juntos com o som de órgão estoiram. As músicas do álbum são nesta linha, com a grande vantagem de que à medida que avançamos no álbum cada vez nos soa melhor a arte feita por Satyricon. Existe até uma parte na música “Dark Medieval Times” em que ouvimos uma flauta misturada com guitarra acústica que quase que parece que algum tipo de flautista alado nos está a conduzir por uma floresta, remetendo-nos para sítios descritos em grandes utópicas fábulas. Quase que podemos ouvir todo o álbum como se fosse uma única música que vai fluindo de minuto a minuto, de sinfonia para sinfonia.
Difícil é nomear destaques neste álbum, pois como já disse anteriormente é como se fosse somente uma música, mas mesmo assim os maiores petardos na minha opinião são “Walking The Path of Sorrow”, “Dark Medieval Times” e “Taakeslottet”.
Algumas letras em norueguês e algumas letras em inglês descrevem grandes ambientes noctívagos e sombrios, apesar de grande número de bandas escrever sobre tal temas Satyricon distingue-se pela poesia que Satyr transmite.
Que melhor imagem podia descrever a época medieval senão uma que mostra cavaleiros e castelos? Pois essa é a capa do álbum, em preto e branco e, apesar do cliché que já se tornou este tipo de arte, a capa conjuga-se na perfeição com a mística envolvente, bem conseguida a capa.

Escrito por: Abyss

1349

Biografia

Estávamos no ano de 1994, e uma banda surge com o nome de Hofdingi Myrkra na qual faziam parte dois membros que iriam formar futuramente os 1349; esses membros eram Ravn, que assumia a bateria e vocais; e Seidemann que tocava Baixo e Guitarra. Ravn tocava também na banda Alvheim com Balfori e Tjalve. Em 1997 dando-se o fim de “Alvheim” forma-se a banda 1349 com Ravn nos vocais e bateria; Balfori e Tjalve na guitarra e Seidemann no Baixo.
Já no ano de 1998 a banda tinha gravado algumas músicas, mas nunca tinha lançado nenhum demo, e por convergências musicais Balfori decide sair dos 1349, deixando um lugar vazio na banda. Verão do ano de 1999, e a banda finalmente após gravações em estúdio lança o seu primeiro promo “Chaos Preferred” com Tjalve a assumir as duas guitarras, este álbum tem uma sonoridade bem rápida e obscura lembrando o old school, mas não recebe a fama nem impacto que merece visto que não têm nenhuma gravadora a apoiar.
Os 1349 necessitavam de um guitarrista e ainda no mesmo ano procuram até que encontram Archaon em Setembro do mesmo ano, que trás grande técnica e velocidade à banda, devido às suas grandes aptidões. A banda começa também a escrever novas músicas, e convida Frost para tocar a bateria que fica impressionado com os esboços do futuro projecto e aceita no ano de 2001 a proposta; deste modo Ravn fica mais liberto dedicando-se assim somente aos vocais e a parte da bateria adquire também um ritmo muito mais rápido e destruidor. Com todas estas evoluções na banda os 1349 ficam com uma sonoridade mais matura, extrema, pesada e rápida.
A “Holycaust Records” oferece um contrato à banda e os 1349 vêm o seu primeiro demo “Chaos Preferred” lançado e ficam deste modo com possibilidades de gravar o seu projecto, que é lançado sobre o formato de EP com o nome “1349”. Apesar do facto de que o álbum não atingiu grandes níveis de reconhecimento a banda ainda assim toca como banda de suporte em concertos dos “Gorgoroth” e mais tarde “Cadaver Inc.”; tocando também no festival “Hole in the Sky” em Bergen.
No final do ano de 2002 a banda começa a gravar o seu ambicioso projecto e já em 2003 é lançado o grande “Liberation” com a gravadora “Candlelight Records”. Este é ainda o primeiro álbum completo da banda e já apresenta grande impacto em todo o público, o álbum apresenta uma sonoridade muito rápida e old school, um som bem inteligente que provocou grandes ecos no underground black metal, foi uma “liberação” bem estrondosa. No momento os 1349 é uma das únicas bandas a seguir o caminho “correcto” e bem conseguido do mundo underground black metal.  
  

escrito por: Abyss

Moonspell

Biografia

A Banda de Fernando Ribeiro Forma-se a meio do ano de 1989 sobre o nome de “Morbid God” em Lisboa com Ares no baixo e mais dois membros não definidos. A ideia era a de fazer uma sonorização black metal com letras poéticas e macabras o que daria no futuro uma imagem de banda mais “inteligente”, “poética” e “reflectida”.
No começo a banda nunca extraía nada de concreto dos ensaios, mas entre vários ensaios surge uma música chamada “The Fever”, a primeira música a que os Moonspell deram um nome concreto. Já tinha passado um ano e a banda não ia lá muito bem, expulsaram o guitarrista e é ai que entra “Mantus”. Pelos vistos foi uma atitude sensata pois passados uns tempos trabalhosos a banda finalmente lançou o seu primeiro Demo em 1992; esse era “Serpent Angel” que continha somente uma música com o mesmo nome, neste demo conseguimos já extrair o som bem pesado e muito bem trabalhado que a banda fazia. Este Demo teve um grande impacto no underground português, e apesar de todas as ofertas feitas aos Moonspell eles decidiram-se por esperar e fazer mais um demo para ter algo mais concreto. Ainda em 1992 ocorreram várias mudanças na banda, entre elas a entrada de um novo guitarrista, Mike; a expulsão do baterista e a troca de nome para “Moonspell”. Agora a banda esforça-se ainda mais para gravar um demo e eis que “Anno Satanae” surge em 1993 depois do single “Goat on Fire”; o impacto foi tão explosivo que o demo é considerado agora um clássico da cena underground. Finalmente a banda tinha ofertas vindas de fora do país, nomeadamente uma oferta vinda de França que ofereceu a hipótese de gravar um mini-cd, a banda aceita e grava o EP “Under the Moonspell” em 1994, já com a presença de um teclista (Pedro Paixão). Agora a banda apresenta um som mais gutural, com influências árabes e portuguesas. O forte impacto do EP no público fez com que a “Century Media” se interessasse na banda oferecendo-lhe um contrato que a banda não recusou. Agora a banda começa a tocar ao vivo a sério, e desloca-se para a Alemanha para gravar o seu próximo álbum com Waldemar Sorytchta. O álbum em questão é lançado em 1995 e tem o nome de “Wolfheart”; este álbum passa todas as expectativas, é aqui que a banda muda drasticamente de som. A banda lança-se para a tournée de Morbid Angel em 1995 com um novo guitarrista (Ricardo), tocando pela primeira vez em sítios como Espanha, Alemanha e França, dando a conhecer os clássicos do Wolfheart que fez com que o álbum vendesse 50,000 cópias e tivesse também um lançamento em formato digipack. Finalmente a banda tinha uma vasta horda de fãs por toda a Europa.
A banda volta para Alemanha para gravar o seu segundo álbum, “Irreligious”; lançado em 1996 apresenta agora uma sonoridade muito mais gótica do que o Wolfheart. A banda lança o seu primeiro clipe, “Opium” e tem um grande impacto ao vivo. Agora é que se notava realmente o impacto da banda no estrangeiro, tendo o seu novo álbum no top 50 da Alemanha durante 8 semanas, entrando também mais tarde nos tops de Itália, Áustria entre outros países. O álbum vendeu também 10,000 cópias em Portugal e a banda foi votada pelo VIVA como banda revelação de 1996. Passados uns tempos de paragem, de pequenos confrontos e de uma troca de baixista (Sérgio C.) a banda grava o seu segundo EP, “Second Skin” em 1997 e grava também o segundo clipe da música “Second Skin”; grava o terceiro álbum, “Sin Pecado”, lançado em 1998 com uma sonoridade um pouco mais diferente. Passado mais um ano de concertos (entre eles muitos festivais e a primeira tournée americana) e trabalho a banda remete-se para um período de descanso, e lança mais um álbum, o que demonstra a alta rotatividade e grande apreciação pela parte do público.com um novo produtor (Andy Relly) e com uma nova temática, baseada na teoria de caos e fraco equilibro do “Efeito Borboleta”, Butterfly FX é lançado em 1998 juntamente com o clipe da música com o mesmo nome. Com o lançamento do álbum a banda faz a sua primeira tournée no norte da América, abrindo para a banda In Flames e tendo também uma grande recepção por parte do público. Pela primeira vez os Moonspell não lançam um trabalho no ano seguinte do lançamento do trabalho anterior, mas passado 2 anos do lançamento de Butterfly FX sai para as lojas o Darkness and Hope em 2001 juntamente com o clipe da música “Nocturna”; produzido por Hiili Hilesmaa na Finlândia; agora a banda apresenta uma imagem muito mais obscura, também nos é oferecido um digipack com um poster e duas músicas bónus: uma cover de “Senhores da Guerra” de Madre deus e outra cover de “Mr. Crowley” de Ozzy Ousborne. Mais 2 anos de trabalho e concertos e eis que nos surge um novo trabalho acompanhado com um livro de José Luís Peixoto, esse é “The Antidote” lançado em Outubro de 2003 agora com um novo baixista (João Pedro, que gravou o álbum), com uma ideia muito mais inteligente, um trabalho novo e diferente. É também lançado um novo clipe da banda da música “Antidote”. João Pedro sai dos Moonspell e entra por um curto espaço de tempo Niclas Etelävuori dos Amorphis; este por falta de disponibilidade sai também sendo trocado por Jaco Pastorius da orquestra metropolitana.
Moonspell será sempre uma banda bem vista pelo público, sendo neste momento a banda de metal mais internacionalizada de Portugal e uma das melhores bandas de Gótico de todo o mundo; uma das poucas que teve hipótese de ter importância fora de Portugal.

escrito por: Abyss

Venom

Welcome to Hell(review)

Dita a história que Venom foi a primeira banda “black metal” no movimento, visto que inseriu a temática de destruição e “Satã” em grande escala nas letras das músicas; isto combinado com um pulsante speed metal e uma imagem bem negra forma uma banda quase letal aos ouvidos e olhos da época. Baseado em bandas como Motorhead e Black Sabbath e um som com pequenas influências de punk rock, Venom mudou tudo com o seu primeiro álbum, “Welcome to Hell”; podemos afirmar que este álbum influenciou muitas bandas de black metal, thrash e death metal entre outros estilos de metal que hoje em dia vemos, por isso não podemos negar o valor histórico desta banda.
Este álbum foi gravado em 3 dias, e devido a isso “Welcome to Hell” ganhou uma sonoridade bem underground, quase que se sente a banda a tocar em frente de nós quando metemos este álbum a tocar, um som rápido com efervescentes riffs tanto de guitarra como de bateria, puro speed metal podemos então dizer, mas com a grande diferença das letras que agora são muito mais negras. A capa deste álbum é directa e sem grandes artes; simplesmente vemos um bode dentro das linhas de um pentagrama invertido com “Welcome to Hell” escrito por baixo, quase que parece que alguém está mesmo a convidar-nos para entrar no inferno que este álbum é.
Rápidas e bem obscuras são o som que retrata as músicas deste álbum. A voz raivosa de Cronos conjuga-se na perfeição com os rápidos e bem elaborados riffs concebidos por Mantas e Abaddon. O Álbum começa logo com uma música tão rápida que nem nos apercebemos do que se está a passar, bateria e guitarra totalmente destruidoras. É tão rápida a música que mal nos apercebemos e já começou um bem conseguido solo de guitarra; esta música continua assim num frenesim até ao fim.
Em geral todas as músicas são nesta linhagem, tirando uma ou outra que possam ser um bocado mais lento, sempre com refrões bem simples que entram facilmente no ouvido, utilizando com grande frequência palavras como “satan”e “hell” o que os torna ainda mais simples; este som retro combinado com a técnica implícita nos solos de guitarra torna o álbum tremendamente mágico e um clássico do old school metal. Até podemos ouvir uma música somente acústica que nos remete para uma sonorização bem mórbida, apesar do som calmo que a guitarra acústica tem. Mas sem dúvida a música mais pulsante é exactamente a última que começa com um violino e com uns vocais limpos, até ao momento em que tudo isto pára e Cronos começa a berrar ao mesmo tempo que a bateria estoira; o solo desta música é deveras aberrante, o mais pesado solo do álbum.
Destaque para a música “One Thousand Days in Sodom”, que na minha opinião tem o melhor solo de guitarra deste álbum como o melhor refrão também, com a sua simplicidade característica é bem pesado e transmite um sentimento bem “doom”.
Este é daqueles álbuns indispensáveis com montes de clássicos como “One Thousand Days in Sodom”, “Witching Hour”, “Live Like na Angel (Die Like a Devil) ”, apesar de estas serem as músicas que mais se destacam todo o álbum flúi com grande naturalidade e técnica, todas as músicas no geral são boas e cativantes.
Podemos então concluir que este álbum está bem elevado em termos de músicas com a agressividade característica, só a qualidade de gravação é que deixa um pouco a desejar, mas se formos a ver por outro lado esta característica deixa o álbum num patamar muito mais underground, o que o torna tão místico.


Escrito por: Abyss

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